A tarde é bela.
A natureza sorri, inundando com seu sorriso a amplidão do espaço, atravessando com seus raios travessos as frestas das folhas das árvores, enchendo a sombra.
Tudo é alegria, até mesmo as lágrimas que choram respingam retinindo em alguma coisa, acompanhando a marcha triunfal do júbilo, tocada pelo maestro sol dirigindo as nuvens e a aragem refrescante.
Apenas nossos corações, com sua batidas compassadas, são os ouvintes que saboreiam a sinfonia universal do amor, tangendo as cordas dos sentimentos.
Mais tarde, quando o sol começa a se debruçar no parapeito do infinito, os pássaros, em revoada, cochicham bisonhamente em trinados, as aventuras vistas e vividas durante o dia.
Despedem a tarde e esta começa a entristecer-se apossada aos poucos pela singeleza da noite.
A sessão noturna do cinema natureza abre sua cortina, quando projeta-se no céu a luminosidade da lua e começam a aparecer o piscar-piscar dos vagalumes estrelas.
A tarde educadamente cede o seu lugar à noite, que se senta e dirige a encenação.
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